Le nostre formande in Africa

marzo 10th, 2010

Attached Files:

  • Congo01

    Formande: Hélène Tshiyamba, Berthe Matanda, Aimerance Natanu Mayembo

  • Congo02

  • Congo03

    Sr. Tèresé e formande in Congo

  • Congo04

    Formande - Repubblica Democratida del Congo

  • Maputo01

    Sr. Larissa e formande Maputo - Moçambique

  • Maputo02

    Sr. Larissa e formande - Maputo - Moçambique

Grazie Sorella Blandina

marzo 2nd, 2010

SrBlandinaFilipelli «Le anime dei giusti sono nelle mani di Dio, nessun tormento le toccherà» (Sap 3,1).

GRAZIE, SORELLA BLANDINA!

Il 4 febbraio 2010 ci hai lasciato, «per vestire il tuo corpo corruttibile d’incorruttibilità» (1Cor 15, 54)   ma tanto di te resta tra noi.

 Grazie, per la tua vita intera e soprattutto per i 25 anni donati indefessamente alla causa di beatificazione della Serva di Dio Madre Assunta!

Il ricordo di quanto sei stata e di quanto hai donato alla Chiesa e alla Congregazione delle Suore Missionarie Scalabriniane non scomparirà!

Hai amato la tua Vita Consacrata; sei stata obbediente, coraggiosa, tenace,

prudente, silenziosa, buona come il pane di casa nostra, esemplare.

Lo conferma  il far memoria del tuo lungo cammino  a lato e a sostegno della causa di beatificazione di Madre Assunta, nostra confondatrice:

 dal 1985 al 1992 come postulatrice e da questa data  al giorno della tua dipartita, come vice postulatrice.   

 Ora, «arrivata alla terra dei viventi» (Sal 36,13)

 sei con lei, e ci commuove il pensarvi insieme,

 nella beatitudine che la fedeltà e la coerenza hanno preparato

alla vostra eternità.

Aiutateci a rendere feconda la nostra vita e piena la nostra lode quotidiana,

così da raggiungervi nella gioia perfetta

che solo il Cielo può far gustare!

E, nella speranza più viva, arrivederci!

 
Congregazione delle Suore Missionarie di San Carlo Borromeo Scalabriniane

Economia a serviço da Vida?

febbraio 25th, 2010

ECONOMIA A SERVIÇO DA VIDA? 

 Jung Mo Sung [1]

Após um bom tempo em baixa, a Campanha da Fraternidade do próximo ano, “Economia e vida”, está colocando de novo a relação entre a fé cristã e economia nas programações. Nesses debates e reflexões, é comum ouvirmos a tese de que a “economia deve estar a serviço da vida”. Essa proposta de uma “economia a serviço da vida” é potencialmente mobilizadora e catalisadora de movimentos sociais e eclesiais na luta contra as injustiças sociais, exclusão social e outros problemas sociais de origem econômica. Por isso, eu penso que merece uma reflexão.cartazCF2010

A idéia de economia a serviço da vida se contrapõe à economia capitalista que está em função e é dirigida pelo objetivo supremo da maximização do lucro. Neste sentido, é um lema que revela o lado crítico frente à atual sistema econômico dominante no mundo. Porém, reconhecendo essa dimensão profética do lema, eu penso que pode surgir também um efeito não-intencional que pode nos levar a equívocos práticos.

A noção de que uma economia a serviço da vida pressupõe que a vida é uma entidade ou uma substância independente da economia. Isto é, a vida é vista na frase como algo que existe antes e independente da economia e que esta deve estar a serviço da primeira. Assim como, quando dizemos que o mordomo está a serviço do patrão, reconhecemos que o patrão tem existência anterior e independente do mordomo.

Mas, qual é o problema disso? Se pensamos que a vida existe antes e independente da economia, podemos pensar então na defesa da vida sem referência necessária à economia. Isto é, igrejas e grupos sociais podem lutar, como muitos fazem, pela defesa da vida sem nenhuma referência à economia. Basta vermos a quantidade de discursos e ações em favor de uma sociedade “defensora da vida” que não fazem referências ao tipo de economia desta “nova” sociedade.

Entretanto, a vida não é uma substância que tem existência própria por si, que pode ser defendida, guardada ou preservada como fazemos com coisas ou seres. Não existe a vida enquanto tal, o que existe são seres vivos que vivem. A vida é uma palavra abstrata que usamos para referir à característica fundamental dos seres vivos. E os seres vivos se mantêm vivos na medida em que reproduzem a sua vida na sua relação com o seu meio ambiente, que é formado por outros seres vivos da sua espécie, das outras e também da “natureza não-viva”.

No caso específico dos seres humanos, a vida humana é produzida e reproduzida continuamente através do trabalho que retira da “natureza” os meios necessários para a sua reprodução, como alimentos, bebidas, proteção contra a intempérie (roupas, casas, aquecimento em lugares muito frios, etc) e outros bens. É claro que hoje em dia nem todos humanos trabalham diretamente na produção desses bens materiais. Muitos trabalham de modo indireto, outros na produção de serviços (como educação, saúde, segurança, etc.) e de bens simbólicos, e outros vivem à custa dos trabalhos alheios. Mas, a sociedade como um todo precisa prover esses bens para a sua população. E para isso organiza e impõe um sistema econômico onde os trabalhos são divididos e articulados em uma divisão social do trabalho.

Divisão social do trabalho, a sua coordenação, a produção e distribuição dos bens materiais e simbólicos necessários para a reprodução da vida e coisas assim compõe o campo da economia. E a economia é o campo onde se articulam o conjunto de relações sociais e de produção que lida com os recursos escassos para a produção da vida. O problema das teorias econômicas neoclássica e/ou a neoliberal (as que ainda dominam a discussão hoje) é que define a ciência econômica como uma ciência que busca a otimização do uso dos recursos econômicos para a obtenção de um fim econômico (o lucro) e não para a reprodução da vida de todos e todas.

A proposta de “economia a serviço da vida” tem a qualidade de criticar a economia capitalista atual que está organizada, não para a reprodução da vida digna para toda a coletividade, mas para a obtenção do lucro máximo. Mas, corre o risco de produzir o efeito não-intencional de continuar alimentando a idéia equivocada de que podemos lutar pela defesa da vida de toda humanidade sem enfrentarmos necessariamente a questão sobre um novo sistema ou um novo tipo de economia que produza os meios para viver para toda a população.

 


 

[1] Professor de pós-graduação em Ciências da Religião.

 

  

V ENCONTRO CONGREGACIONAL DAS FORMADORAS DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS MISSIONÁRIAS DE SÃO CARLOS BORROMEO-SCALABRINIANAS

“Eu te exorto a reavivar o dom de Deus que há em ti”  (2Tm 1,6).

 

Aconteceu de 05 a 21 de Janeiro de 2010, no Instituto São Carlos, Passo Fundo-RS o V Encontro Congregacional para as formadoras da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas.

O objetivo era “Aprofundar a identidade da vida consagrada scalabriniana, garantido a unidade, a continuidade e a qualidade do processo formativo na Congregação, para responder com fidelidade criativa às exigências do serviço evangélico e missionário aos migrantes”.

Este evento internacional reuniu irmãs formadoras de todas as etapas formativas desde a pastoral vocacional até a formação permanente, às quais exercem este ministério em diferentes continentes como Europa, América do Norte, América Central e Caribe, América do Sul, África e Ásia.

Para alcançar os objetivos propostos este tempo formativo foi organizado em três etapas. No primeiro momento abriu-se um rico leque de partilhas das atividades formativas realizadas nas várias etapas. O momento seguinte tão importante quanto o primeiro foi dedicado ao estudo e reflexão de conteúdos referentes à Conjuntura sócio cultural e suas implicações para a formação; A juventude hodierna e suas fragilidades na resposta vocacional; Pedagogia na formação; Identidade Scalabriniana: espiritual e missionária. Para estes temas tivemos como acessores: Irmã Eurides Alves de Oliveira ICM; Irmã Luiza Dal Moro MSCS; Padre Jaldemir Vitório SJ; e Padre Graziano Tassello CS.

Estes conteúdos responderam às nossas expectativas, iluminando nossa Vida Consagrada no ministério de formar as futuras irmãs scalabrinianas para o seguimento de Jesus Cristo no carisma de serviço missionário aos migrantes e refugiados. A reflexão em torno dos temas nos abriu amplos horizontes no que diz respeito à nossa identidade de Irmãs Scalabrinianas, apontando-nos uma clara pedagogia na missão de formadoras diante das juventudes do mundo moderno.  Os desafios são vários, mas a esperança cristã que permeia nossas ações nos impulsiona a continuar oferecendo nossa contribuição na construção de um mundo solidário e fraterno no contexto da mobilidade humana.

O terceiro momento do encontro foi dedicado a um empenhativo trabalho de síntese, decisões e encaminhamentos para enfrentar os desafios que foram emergindo durante a trajetória das atividades realizadas.

Este trabalho de escuta, reflexão e elaboração foi intercalado por momentos litúrgicos significativos, reflexões individuais e grupais, lazer assim como um passeio cultural nas Ruínas de São Miguel, uma das reduções que os padres jesuítas edificaram entre os índios guaranis no século XVII.

A convivência fraterna nos permitiu alta qualidade de intercâmbio intercultural em clima de espontaneidade, acolhida e aprendizado do precioso dom que cada Irmã traz dentro de si.

Agradecemos a Deus e à nossa Congregação assim como às Irmãs que se empenharam na programação e realização deste grandioso evento congregacional, o qual promete fecundidade não só para nós, mas também à toda igreja. Por tudo “Deo Gratias”.

 

Irmã Zenaide Martins de Oliveira, mscs

Irmã Etra Modica, mscs

La gioia di costruire la fraternità

Sr. Marcolina De Lucca

La citta di Naviraí è situata nello Stato del Mato Grosso do Sul, Brasile. Possiede una popolazione di circa 50.000 abitanti, provenienti da vari Stati brasiliani e dal Paraguay, paese di frontiera. Io, sr. Marcolina De Lucca, risiedo in questa città dal 2008, nella comunità ‘Cristo Migrante’. Svolgo la mia azione pastorale in periferia, dove si concentra la maggior parte dei migranti. Nella mia missione mi dedico in modo particolare alle persone anziane, ai bambini e ai gruppi di riflessione biblica. La pastorale delle persone anziane ha un lemma: «Tu […] nell’intimo m’insegni la sapienza» (Sal 50). L’obiettivo della mia attività missionaria è quello di  costruire una società più libera, più giusta e più solidale, e la sua spiritualità trae ispirazione dalla vita terrena di Gesù Cristo che dice: «Io sono venuto perché abbiano la vita e l’abbiano in abbondanza» (Gv 10,10)

Marcolina_pastcrianca_01È a partire da questo obiettivo e da questa spiritualità  che incoraggio, visito, seguo e faccio da moderatore a momenti di riflessione con i vari gruppi di base e con le équipes di coordinamento. Tali riflessioni aiutano e motivano a cercare di costruire  insieme una società di condivisione e solidarietà, una società che si organizza con la moltiplicazione dei  ‘pani e dei pesci’, per servire le persone e renderle capaci di accogliere responsabilmente i migranti e favorire la loro integrazione.

Per  noi la comunità è il luogo dove nascono e si formano le guide del futuro, sia tra i migranti che tra gli autoctoni,  che continueranno la nostra missione.  Attraverso le visite avviene l’incontro con le persone anziane, soprattutto con quelle che si trovano in una situazione di speciale fragilità, di povertà e di abbandono.

Mensilmente sono organizzati visite e incontri. E’ una festa! Cresce il dialogo e l’amicizia, perché c’è la possibilità di prestare attenzione a tutti, indipendentemente dalla religione a cui si appartiene. L’accompagnamento è personalizzato nella dimensione della spiritualità e della salute. È soprattutto un leggere nella persona anziana la sua situazione di solitudine e di abbandono; è un accoglierla e disporsi all’ascolto attento, rispettoso, amorevole. Oltre alle visite vengono organizzati incontri di formazione per preparare guide  capaci di  svolgere questa nobile missione di protezione alla vita proprio nella sua fase più critica.

Come ho detto, opero anche nella pastorale dei bambini; questa specialissima pastorale è nata 25 anni fa; all’inizio fu, si può dire, un piccolo seme piantato nella cittadina di Florestópoli-PR, ma oggi sparge i suoi frutti in tutto il Brasile e in altri paesi, affinché i bambini “abbiano vita”. Lo scopo di queste due attività è simile: promuovere la vita e la salute.

Marcolina_pastidoso_02

Nel momento della pastorale specifica dei  bambini si controlla  il peso, l’alimentazione, lo  sviluppo in base all’  età di ognuno; ci si informa  se sono ben alimentati e amati; si danno inoltre orientamenti alle mamme, facendole riflettere sul loro delicato compito. Spesso si visitano le famiglie, cercando di capire il grado di concordia che vi regna, se il cibo è sufficiente, se i bambini sono adeguatamente alimentati, amati e seguiti; infatti, se la famiglia sta bene, anche i bambini stanno bene, poiché è nella famiglia che i bambini sviluppano le loro potenzialità fisiche, intellettuali e affettive. Domande adeguate poi fanno conoscere altri aspetti  familiari, significativi: si tratta di migranti? Da dove provengono? Perché hanno lasciato la loro terra e in quali condizioni l’hanno lasciata? La migrazione costante porta nella famiglia e nei bambini il peso di tante sofferenze tra cui la fatica dell’adattamento al nuovo ambiente, la nostalgia del luogo da cui si è partiti e il ‘diverso’,….quel ‘diverso’, che esige sempre l’accettazione dell’ignoto, nonché la consapevolezza  che, se non si trova lavoro, si sarà  costretti  a emigrare di nuovo.

Nelle riunioni di riflessione biblica si prega, si riflette e si celebra la Parola di Dio, Parola che anima e fortifica la fede, la speranza e che rafforza i legami familiari e il legame con altre famiglie, fino a formare comunità con un diffuso clima fraterno, che aiuta a vivere e a sperare. Condivido questa missione, di cui sono entusiasta, con un’altra Missionaria, che mi fa sperimentare la gioia di ‘vedere’ in modo speciale Cristo tra noi. Anche quanti incontro però mi portano a Dio e Dio, che cerco e trovo nella mia preghiera, mi rimanda alle tante situazioni di fragilità e di povertà, rendendomi sempre più capace di credere e di sperare in un futuro mondo più umano e misericordioso.

Roma, 16 de janeiro de 2010

 

Queridas Superioras Provinciais

Conselheiras e Irmãs mscs

“Vendo as multidões, tomou-se de compaixão por elas,

porque estavam exaustas e prostradas como ovelhas sem pastor” (Mt 9, 36).

No atual momento histórico da humanidade e do cosmos somos constantemente surpreendidas ou interpeladas por catástrofes naturais e sociais de grandes proporções. Talvez seja um apelo de Deus a que a humanidade globalize a solidariedade para estabelecer aquela justiça que dá a cada um o necessário para viver a dignidade à qual todos, indistintamente, somos chamados.

Com certeza todas nós estamos perplexas, comovidas diante do sofrimento, da dor e desespero de tantos irmãos e irmãs do Haiti, atingidos no dia 12 por um terrível terremoto. Este povo já tão sofrido por sua situação política e de miséria, agora foi surpreendido por esta catástrofe, bem como  tantas pessoas de outros países que ali se encontravam.

Diante deste desastre da natureza que vitimou tantas pessoas, movidas por sentimentos humanos e cristãos de compaixão e como consagradas, discípulas de Jesus, o mestre da compaixão que nos ensina o amor misericordioso, não podemos permanecer indiferentes diante o sofrimento dos Irmãos e irmãs flagelados do sofrido Haiti. Lembremos as palavras do Bem aventurado Scalabrini pronunciadas diante do sofrimento dos migrantes do seu tempo e que neste momento podemos aplicar a esta situação: “O amor não se adapta a indiferença.

Incentivamos todas as Irmãs a continuarem manifestando solidariedade aos irmãos do Haiti atingidos pelo terremoto, seja pela oração, por manifestações e gestos concretos de ajuda, quem sabe unido-se a iniciativas de outros grupos e instituições confiáveis. As pequenas doações somadas, dão um grande resultado. A soma do amor doação faz a diferença em atender as extremas necessidades para salvar a vida destas pessoas em situações de emergência.

Estes gestos são a extensão da ação caritativa de Jesus que nos diz e convida a fazer: “Tive fome e me destes de comer, estava nu e me vestistes, enfermo e me curastes,…todas as vezes que o fizestes a um destes mais pequeninos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes” (Mt 25, 35; 40). Ações humanas e evangélicas que um coração missionário sente-se chamado a realizar em resposta à sua vocação de amar e servir.

Queridas Irmãs, o Deus do amor e da compaixão nos mantenha de coração aberto para as necessidades dos irmãos, principalmente dos migrantes. Ele fortaleça na esperança os que sofrem a dor física, da perda, da solidão, da fome e tantas outras dores.

Supliquemos para que Deus abençoe e conduza, pela intercessão do Bem aventurado João Batista Scalabrini, todos os que estão sofrendo com o terremoto, todas as pessoas das inúmeras entidades governamentais e não governamentais, religiosas e de voluntários que estão dando sua solidariedade à população do Haiti.

Fraternalmente, Superiora Geral e Conselho:

Ir. Alda Monica Malvessi  – Ir. Zenaide Ziliotto – Ir. Eunívia da Silva – Ir. Jucelia Dall Bello e em comunhão com Ir. Anilita Candaten

MISSIONARIE SECOLARI SCALABRINIANE

Solothurn, 11 gennaio 2010

 

Sup.re Gen. P.Sergio Geremia e Consiglio CS

Sup.ra Gen. Sr. Alda Malvessi e Consiglio MSCS

  Carissimi,

 ringraziamo di cuore per la vicinanza espressa con i messaggi di augurio che ci avete inviato e per la preghiera con la quale accompagnate la nostra IV Assemblea Generale.

Ieri, in un clima di comunione e di corresponsabilità, si sono svolte le elezioni della nostra Direzione Generale di cui Vi comunichiamo i risultati.

 Sono state elette:

-       Responsabile Generale: AdeliaFiretti

-       Vice Responsabile e Prima Consigliera: Maria Grazia Luise

-       Seconda Consigliera: Marina Azzola

-       Terza Consigliera: Margret Bretzel

-       Quarta Consigliera: Agnese Varsalona

-       Amministratrice Generale: Anna Fumagalli

 La nostra IV Assemblea – seguita nel suo percorso anche da P. Gabriele Bortolamai cs, assistente ecclesiastico, e nella quale è intervenuto in due momenti il Vescovo Kurt Koch della Diocesi di Basilea –  si concluderà il 15 gennaio p.v.-

Intanto continuano i lavori per la stesura del Piano Quinquennale 2009-2014, che accompagnerà i nostri passi missionari dei prossimi anni.

 La nostra specifica vocazione, che ci invia a vivere nel mondo dei migranti la consacra­zione secolare, si è particolarmente illuminata alla luce della realtà eucaristica, vero fermento di relazioni nuove in tutti gli strati della vita sociale; realtà così viva e significativa nella vita, nella contemplazione e nell’azione del beato G.B. Scalabrini.

 Mentre vi ringraziamo, continuiamo ad affidarci alla preghiera di tanti e soprattutto siamo certi della vostra anche per i passi futuri che ci stanno attendendo.

 Con i più cordiali e fraterni saluti anche a nome del nuovo Consiglio.

                                                                               Adelia Firetti

                                                          Missionarie Secolari Scalabriniane

“A Proteção de Refugiados e a Migração Internacional nas Américas: Considerações de Proteção no Contexto dos Fluxos Migratórios Mistos”
(Conferência Regional)
 Ir. Rosita Milesi

 

CostaRica01Realizou-se, dias 19 e 20 de novembro de 2009, em San José de Costa Rica, a Conferência Regional sobre a Proteção de Refugiados e a Migração Internacional nas Américas: Considerações de Proteção no contexto dos Fluxos Migratórios Mistos.

No continente americano ocorre, a partir da década de 1970, um aumento significativo na migração internacional, sendo os principais destinos destes movimentos os Estados Unidos e o Canadá, ao mesmo tempo em que as populações se movem também entre os próprios Estados da América do Sul e Caribe.

A maioria das pessoas que cruza fronteiras internacionais o faz em busca de melhores condições de vida. Mas, esta constatação não abarca a totalidade dos movimentos de pessoas. Nas correntes migratórias de hoje, há pessoas que fogem de perseguições, conflitos armados, violência generalizada e outros abusos de direitos humanos ou mesmo devido a uma conjunção destes fatores. Estão ali presentes crianças não-acompanhadas e separadas de seus familiares, vítimas de tráfico de seres humanos, mulheres com crianças, enfim, pessoas necessitadas de proteção internacional, mesmo não sendo refugiadas. Entende-se, pois, como fluxos migratórios mistos a presença de pessoas necessitadas de proteção internacional e de refugiados, dentro de correntes ou movimentos migratórios maiores de pessoas, cujos motivos principais para abandonar seus países estão ligados á pobreza, exclusão social, falta de emprego, mas que, em última análise, pelos grupos sociais a que pertencem e as características de vulnerabilidade, necessitam de proteção internacional.

A propósito, disse a Alta Comissionada adjunta, Sra. Erika Feller, “Os movimentos estão cada vez mais compostos por migrantes e refugiados deslocando-se lado a lado, usando as mesmas rotas e meios de transporte e frequentemente ambos usando os serviços dos mesmos traficantes. Tanto migrantes quanto refugiados são vulneráveis e facilmente expostos a converter-se em vítimas do tráfico de pessoas. Em ambas as categorias haverá indivíduos cujas motivações para migrar são múltiplas”.

No âmbito da América do Sul e Caribe, os grupos mais numerosos, em se tratando de pessoas que fogem em busca de proteção, são provenientes da Colômbia e do Haiti. Mas, estão presentes, também, nestes fluxos, pessoas procedentes de outros países da América Latina, Caribe, África e Ásia, principalmente a partir de 2005. A chegada de pessoas de fora do Continente tem despertado a atenção devido, em parte, à atuação de redes de tráfico de pessoas.

Os riscos mais perigosos, no contexto desta mobilidade, são aqueles vinculados ao tráfico de pessoas e ao uso de meios de transporte precários e em condições perigosas. Embora desconhecendo a taxa de mortalidade entre os migrantes que se encontram em trânsito e travessias as mais variadas, é frequente a morte durante o cruzamento de fronteiras, no mar e no deserto. Outras formas de violência e abuso, tais como seqüestros, roubos, destruição de documentos de identidade, assaltos, violência sexual, extorsão e até homicídios, ameaçam a vida e a segurança dos migrantes.

Na ótica, pois, dos diferentes regimes legais de proteção à pessoa humana, considera-se necessário fortalecer um entendimento cada vez maior em âmbito internacional das necessidades de proteção tanto de migrantes quanto de refugiados, com base em três princípios fundamentais: a) o direito soberano dos Estados de adotar políticas migratórias tem limites estabelecidos por instrumentos internacionais de direitos humanos; b) o Estado deve proteger todas as pessoas sob sua jurisdição, independentemente de sua condição migratória; c) em caso de perseguição, a pessoa tem direito de solicitar refúgio.

Podemos perguntar que tipos de ações práticas podem ser adotadas pelos Estados e outros atores, internacionais ou da sociedade civil, no tratamento dos fluxos migratórios mistos para garantir que as pessoas necessitadas de proteção a tenham assegurada. O ACNUR propõe um plano de ação de 10 pontos:

1 – Aumento da cooperação entre sócios-chave: comissões de refugiados, escritórios de migração, organismos de fronteira, instituições de direitos humanos, através da criação de organismos intergovernamentais de coordenação, organização de atividades conjuntas de capacitação e estabelecimento de mecanismos de referência.

2 – Coleta e análise de dados relativos à proteção nos fluxos migratórios mistos: adotar metodologias apropriadas para coletar informações sobre os diferentes grupos sociais de pessoas que cruzam as fronteiras (levar em conta aspectos importantes como: idade, gênero, nacionalidade, status migratório, tráfico, etc.).

3 – Garantir a proteção nos sistemas de ingresso: assegurar que em qualquer circunstância ou medida de controle migratório estejam presentes e resguardados mecanismos para identificar as pessoas necessitadas de proteção internacional e que tenham acesso a procedimentos adequados para tal garantia e devido acompanhamento.

4 – Assegurar a existência de mecanismos de recepção em conformidade com os standares de direitos humanos: prover instalações adequadas e ter pessoal capacitado para atender as necessidades materiais imediatas e psico-sociais às pessoas que chegam, prestar assistência imediata às pessoas que foram vítimas de crimes ou de abusos durante a viagem, prestar atenção adequada às vítimas de tráfico de pessoas, etc.

5 – Estabelecer mecanismos de identificação de perfis e referência: criar condições e identificar instituições (atores) que acompanhem os movimentos migratórios, distinguindo as diferentes categorias de pessoas que integram tais movimentos mistos, informando as autoridades para a devida atenção às pessoas ou grupos necessitados de proteção, sejam migrantes ou refugiados.

6 – Estabelecer mecanismos, ações e respostas diferenciadas para pessoas com diferentes necessidades: ver legislação dos Estados, adesão a Convenções específicas, adoção de legislação nacional e sua aplicabilidade para diferentes grupos, tais como: indígenas, afro descendentes, crianças e adolescentes, vítimas de Tráfico, refugiados, etc.

7 – Busca e provisão de soluções duradouras: combater as causas da migração e geradoras de refugiados (desenvolvimento econômico e social, solução de conflitos, melhoria na proteção dos direitos humanos), desenvolver programas de regularização migratória, garantir aos refugiados e migrantes regulares a documentação correspondente, promover o acesso ao emprego e à obtenção da casa própria.

8 – Responder aos movimentos secundários: promover a adoção de mecanismos regionais de solidariedade e reconhecer o direito de ter acesso ao trabalho formal por parte de solicitantes de refúgio e refugiados como uma boa prática, etc.

9 – Acordos de retorno de pessoas não refugiadas e alternativas em matéria de migração: garantir que ninguém seja devolvido ao país de origem de maneira forçada ou sem assegurar-lhe uma avaliação sobre necessidade de proteção, propiciar o retorno quando voluntário e condições de reintegração no país de origem, sempre com total garantia de respeito aos seus direitos humanos.

10 – Implementar estratégias de informação e sensibilização: promover campanhas sobre os riscos dos movimentos migratórios irregulares e sobre o risco do tráfico de pessoas, esclarecer e sensibilizar as comunidades de acolhida sobre a questão dos fluxos migratórios mistos, buscando sempre combater a discriminação e a exclusão, valorando inclusive as contribuições positivas dos migrantes.

CostaRica02Neste contexto e em torno a este tema da proteção internacional que deve ser assegurada a todas as pessoas que dela necessitam, no âmbito das migrações internacionais mistas, debruçaram-se os aproximadamente 230 participantes da Conferência, dentre os quais: representantes governamentais, acompanhados de convidados da sociedade civil dos respectivos países, e membros de organizações internacionais voltadas ao temas das migrações, do refúgio e da proteção de direitos humanos, dentre eles: Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Organização Internacional para as Migrações (OIM), Organização dos Estados Americanos (OEA), Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

As conclusões e encaminhamentos, resultados dos Grupos de Trabalho, estão em fase de elaboração final e revisão e serão disponibilizados, em breve, nas páginas das Organizações promotoras do evento.

 Brasília-DF, 24 de novembro de 2009