IV Novinter Vale do Paraíba do dia 27, 28, 29 de Outubro.

                                   Seguir Jesus Cristo em Pobreza.

“ Feliz os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus” ( Mt 5,3).

1 (200)Durantes estes dias estudamos sobre o voto de pobreza que foi colocado em VII pontos.

I – Destruição de nossas representações da pobreza como via de acesso a pobreza essencial que é riqueza do homem e de Deus.

II – A pobreza essencial como riqueza dos mistérios do homem.

III – A riqueza pobre do pobre no deserto.

IV – Jesus Cristo a riqueza que se fez pobre e a pobreza que se fez riqueza.

V – Ressonância da pobreza essencial no peso do cotidiano.

VI – Pobreza essencial e institucionalização da Pobreza.

Numa primeira abordagem, refletimos sobre as duas proposições seguintes:

# Não ter nem possuir não significa ainda pobreza.

# Ter e possuir não significa ainda riqueza.

Comumente estamos habituados a compreender a pobreza conscientemente aos bens materiais por exemplo. Um índio não é considerado pobre por não usar calça e camisa, tais coisas não cabem dentro do seu sistema econômico. Numa sociedade como a de Jesus onde possuir dois mantos é símbolo de riqueza, trazer um só é fazer-se pobre, o mundo nos mostra que ninguém pode viver sem o ter no sentido econômico e de possuir bens ou coisas.

Porem não é o ter ou não ter que faz alguém pobre, mas o modo como alguém está no ter, por isso não ter nem possuir não significa ainda pobreza. E nem ter nem possuir ainda não significa riqueza, Pois a riqueza que se auto finaliza em pobreza porque a invés de fazer o homem solidário o faz solitário.

Na pessoa de Jesus Cristo vimos que Ele sendo rico se fez pobre por tanto no evangelho de São João nos mostra que Ele é apresentado como o enviado e o Filho por excelência. Não prega a si mesmo senão ao Pai, o Reino não é seu, mas é de Deus.

Ele viveu a historia da dor, da pobreza, da humilhação e da morte esvaziou-se, fez-se presépio, carpinteiro, lava pés, cruz, pobreza sem êxtase, pobreza como fatalidade. Então não somos nós que possuímos a pobreza, mas a pobreza evangélica é que nos possui.

Portanto chegamos à conclusão que a pobreza não a conseguimos a partir das nossas forças, ninguém construi o oxigênio, nós o recebemos. Respirar e educar-se para respirar é o nosso trabalho, nós já somos pobres, não somos nada.

O voto da pobreza na vida consagrada mexe a fundo como fundamental e poderosa necessidade de posse que existe dentro de cada um de nós, a pobreza evangélica não é só para o religioso, mas também para todos os cristãos, portanto a pobreza consiste em ser todo coração de acolhida, Jesus de Nazaré é aquele que viveu em plenitude essa pobreza.

Nossa gratidão a Congregação por esta oportunidade de poder participar mais uma vez desta formação que nos ajudará na vivencia dos votos evangélicos.

Noviças: Liz, Nidia, Vitorinha e Zulema

 

 

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