Vida consagrada

settembre 28th, 2016

“Vós estais em minhas mãos como barro nas mãos do oleiro” (Jr 18,6)

1 (48) (2)Nos dia 12 a 16 de setembro tivemos a oportunidade de estudar o Seguimento de Jesus Cristo ontem, hoje e sempre na vida religiosa consagrada com a orientação da irmã Nelí Basso, MSCS. De inicio ela fez um resgate da história da vida consagrada na Igreja primitiva, de maneira particular relatou que onde surgem os padres do deserto, nasce a exigência do seguimento radical a Jesus Cristo, cujo projeto de originalidade era viver despojados de tudo.

Assim como a vida consagrada nós também temos um passado, um ponto de partida. Na primeira dinâmica partilhamos nossos sonhos, tomando consciência de que somos como barro nas mãos do oleiro, modelando a argila, plasmamos os nossos sonhos do inicio da nossa caminhada formativa e pessoal na vida religiosa Scalabriniana.

Dando continuidade ao conteúdo, refletimos o Seguimento a Jesus Cristo a partir da dimensão teológica dos conselhos evangélicos que são Pobreza, Castidade e Obediência, tais conselhos confrontam os três valores que o mundo valoriza: o ter, o prazer e o poder. Os votos são meios que nos ajudam a viver a nossa consagração. Todo cristão é chamado a viver os três votos evangélicos, porém o que diferencia a vida consagrada religiosa é a vivência em uma comunidade de esperança, caridade e fé.

Estudando o voto de pobreza e Jesus Cristo que se fez pobre por nós, percebemos que a pobreza implica na lei do trabalho e a sua prática é essencial para a imitação e o anuncio de Cristo. Esta pobreza é resultado da experiência de Deus, por isso chegamos à conclusão de que onde há orgulho e desamor não pode existir a pobreza evangélica, que se dá por meio da ascese.

1 (28)A partir das razões teológicas do voto da castidade, o religioso é chamado a viver a diakonia tendo um coração indiviso, vivendo de maneira mística, e exercendo uma vida apostólica e escatológica. A obediência não é ser submissa fazendo tudo conforme as regras, mas deve ser assumida com liberdade por meio do diálogo honesto. Um elemento que nos ajuda na vivência da obediência é a escuta da Palavra de Deus na oração compartilhada. A obediência do discípulo é caminho para a cruz e para a morte que salva.

A vida religiosa sempre tem a necessidade de voltar às fontes, o Papa Francisco nos interpela a olhar com gratidão o passado, viver com paixão o presente e abraçar com esperança o futuro. E foi olhando para nossas fontes que como comunidade nós podemos atender o apelo do Papa, e fomos capazes de plasmar o sonho da comunidade partindo da primeira dinâmica. Por isso, como comunidade nós agradecemos primeiramente a Deus que nos chamou, à congregação por todas as oportunidades e a cada uma das irmãs que nos acompanham e se dedicam pessoalmente a nossa formação por tudo isso Deo gratias.

Noviças Angra, Diana Marcela, Goreth, Johanna, Liz, Nidia, Vitorinha e Zulema

 “Jesus se fez obediente até a morte e morte de cruz” (Fl 2,8)

1 (43) (1)Nos dias 23 a 25 de agosto de 2016, nós, noviças do primeiro ano, participamos do terceiro novinter do Vale do Paraíba, cujo tema de estudo foi o voto de obediência na Vida Consagrada. Pudemos refletir mais profundamente sobre este conselho evangélico e o compromisso que sua vivência exige de cada uma de nós, como exigiu de Noé, de Abraão, de João Batista, de Maria e do próprio Jesus, cuja essência da própria vida foi um incessante “fazer a vontade do Pai”, como Ele mesmo disse: “O meu alimento é fazer a vontade Daquele que me enviou.” (Jo 4,34);

 Durante o estudo, refletimos sobre a conhecida parábola do filho pródigo, que, na verdade, poderia ser chamada de “A acolhida do Pai misericordioso”, visto que a ênfase da história recai sobre a atitude de amor misericordioso do Pai. Com a ajuda da parábola pudemos observar diferentes formas de “obedecer”, que podemos assumir em nossas vidas, como, por exemplo, a atitude do filho mais novo, que preferindo ouvir vozes alternativas, decide não escutar a voz do Pai, saindo de casa; e também a forma de obedecer do filho mais velho que, estando em casa, travestia a desobediência sob a demonstração de fazer tudo corretamente, quando, na verdade, se encontrava distante da intimidade de vida com o Pai. Devemos, portanto, assumir em nossas vidas a importância de ter os ouvidos colados no peito do Pai, para assumirmos nossa verdadeira identidade de filhos, visto que o ser humano se torna a Palavra que escuta.   Fazer a vontade do Pai significa colocar-se a sua inteira disposição, esvaziando-se de si num constante discernimento da Palavra escutada. Somos convidadas a nos tornarmos como o Pai, deixando de lado o nosso auto protagonismo, reconhecendo que Deus é o Absoluto de nossas vidas. Dessa maneira cada uma de nós deseja assumir na sua individualidade, a vivência deste voto:

 “Através do refletido e partilhado no Novinter com respeito a este voto sinto-me provocada a estar mais atenta ao que escuto; porque ouvir não é só perceber o som, mas perceber o sentido. Na vida Consagrada é de vital importância esta atenção, vigilância do que   escuto  já que  o  ser humano se  torna  consequência da  palavra escutada. Para isto é necessário o discernimento para não dar ouvidos a palavras alternativas, mas a semente Divina que o Pai colocou em mim. Sem me esquecer da nossa única ajuda o Espírito Santo Paraclito, que nos ilumina e nos guia nos da à virtude da humildade para nos reconhecer limitados, mas sempre chamados pelo Pai da   Misericórdia,   a   uma   dinâmica   sempre   nova   de   conversão.   Acolhendo   a manifestação   de   Deus   em   nós   e   em   nossos   irmãos,   estando   sempre   abertos e disponíveis a nos refazer, na vontade do Senhor.” (Noviça Johanna Ortiz Zúñiga).

1 (48) (1)“Durante os dias do novinter, me aprofundei no voto de obediência, na sua grandiosidade, que a olhos “normais” é visto como uma loucura, mas com olhos da fé é a liberdade e a comunhão que lemos, meditamos e conhecemos, pelas Sagradas Escrituras, que viveram Adão e Eva (antes do pecado original), Noé, Abraão, Maria e tantos outros. Aprofundar-se nesse “mar” de liberdade e comunhão com Deus assusta, mas hoje não me vejo distanciando-me desse “mar”. Um pássaro que viveu muitos anos de sua vida engaiolado, preso a pequenas coisas, no momento em que lhe abrem as portas da gaiola e lhe convidam a sair e voar, tem medo, tem receio no inicio, mas a natureza do pássaro o chama para a liberdade, para voar. Dia após dia é assim que   me   sinto,   como   um   pássaro   que   está   conhecendo   realmente   se conhecendo, querendo e aprendendo a voar a ser livre, dentro da sua natureza, da minha essência de filha de Deus. Dando um passo de cada vez e procurando sempre escutar a voz do Senhor que me guia, por meio de tantas mediações, agradeço a oportunidade   que   Ele   e   que   a   congregação   me   brinda   de   poder   alçar   vôo   e aprofundar-me   neste   “mar”,   nesta   liberdade   da   vida   consagrada.”  (Goreth   Batista Ferreira).

 “Tendo estudado o voto de obediência neste  novinter e tendo   em  conta  o conteúdo   que   também   estudamos   na   casa   de   formação,   compreendo   o   voto   de obediência como o compromisso assumido pelo religioso de se empenhar com todos os esforços, mas, sobretudo, com confiança na Graça de Deus, em fazer a vontade Dele. É a obediência à vontade de Deus que rege toda a “hierárquica” organização da Igreja, da  Congregação,   da  comunidade, enfim,  a  disposição  de   cada pessoa  em cumpri-la. Alcançar conhecer essa vontade, ainda que de algum modo ela não seja tão nítida como eu gostaria que fosse, exige colocar-me inteiramente à disposição do Senhor, como fez a própria Virgem Maria e, de forma irrepreensível, o próprio Jesus, que   se   fez   obediente   até   a   morte   e   morte   de   cruz;   exige   também   o   profundo conhecimento de mim mesma, da minha interioridade, para que eu aprenda a lidar diariamente com minhas próprias limitações, com as limitações alheias e as diversas situações difíceis, conflitantes que surgem, buscando no íntimo de mim a inspiração divina para discernir e distinguir a minha própria vontade da vontade de Deus. “Escutando, confiando e obedecendo à voz Dele, que fala através das pessoas, dos acontecimentos, da oração, a obediência em qualquer outra situação da vida, na congregação e na comunidade, acontecerá serena e pacificamente.”  (Angra Mota da Silva).

 O estudo do conteúdo neste novinter me ajudou a conhecer e aprofundar mais o verdadeiro significado do voto de obediência, o qual surge de uma escuta atenta à voz de Deus. É uma obediência que não se limita somente no cumprimento de ordens, mas é aquela que nasce de um verdadeiro encontro com o nosso Pai, através dos sentidos podendo captar os apelos que Ele nos realiza em nosso dia a dia, utilizando- se de diferentes mediações como pessoas, situações, etc. A forma como se ouve é o que faz a diferença, razão pela qual temos que estar num trabalho constante e atento no discernimento da própria vontade e da vontade de Deus. Na escuta aos apelos de Deus, se tem como consequência a renuncia a própria vontade, é tarefa nossa reconhecer e acolher a vontade de Deus como nova identidade de filhos, tendo diferentes exemplos como João Batista, A virgem Maria e aquele que ainda na sua condição de filho aprendeu o que foi a verdadeira obediência Jesus Cristo; Ele que nos momentos de maior dificuldade não renuncia a vontade do pai, mas quis ser fiel ate o final; entregando-se totalmente ao pai. Uma vida na obediência a Deus é uma caminhada no enfrentamento das dificuldades, por tanto nosso pensar, agir e falar seja trazer presente, gerar em nossas vidas Cristo. Esta é uma tarefa que todos temos, sem se cair no desespero do fracasso, mas de termos confiança de que Jesus está e estará sempre conosco em nossa caminhada, levando-nos pela mão. (Diana Marcela Castro Castañeda).

Agradecemos a Congregação pela oportunidade a nós oferecida de participarmos deste terceiro novinter.

Atenciosamente noviças do primeiro ano (Angra, Goreth, Johanna e Marcela).

X Congresso Mariológico – Maria na Liturgia e na piedade popular

Ela (Maria) não é o sol, mas é a lua que recebe a luz do sol (Cristo) e a

transmite para a terra (humanidade). (Vitor Groppelli)

 

Congresso Mariológico (27) (640x480)No Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, entre os dias 02 e 05 de junho participamos do X Congresso Mariológico com o tema, Maria na Liturgia e na Piedade Popular, organizado pela Academia Marial, Universidade Deohoniana e CNBB com a colaboração do Santuário Nacional. O Congresso teve inicio com a celebração Eucaristia presidida pelo Arcebispo e Cardeal Dom Raimundo Damasceno.

Os eixos histórico, litúrgico e devocional popular, foram os que guiaram o desenvolvimento do congresso. Vários assessores foram convidados a facilitar o encontro, entre eles a Irmã Lina Boff, Pe. Oscar Beozzo, Irmão Afonso Murad, Pe. João Carlos Almeida, Irmã Penha Carpanedo e o Frei Alberto Beckhäuser, entre outros.

Cada um dos diversos palestrantes trabalhou um tema especifico no grupo ampliado, mas também em pequenos seminários oferecidos durante à tarde do dia 03. Todos os temas tinham relação com Maria, à liturgia e a devoção popular.

Congresso Mariológico (29) (640x480)Cada uma de nós, noviças e as irmãs que nos acompanharam participamos de um seminário diferente, para posteriormente partilhar na comunidade, isso se deu com o objetivo de tirar maior proveito do Congresso. Os seminários dos quais participamos foram: A dimensão celebrativa do rosário, Antropologia das salas das promessas: A experiência da salvação e gratidão, Significado das romarias como espaço de êxodo, Maria na liturgia das Igrejas do Oriente, O Magnificat como paradigma da liturgia integral e Sentido da consagração a Nossa Senhora.

Os documentos nos quais os assessores se fundamentaram para suas palestras foram a Lumen Gentium, Evangilium Gaudium, Marialis Cultus, Verbum Dominum, Laudato Si, Documento de Aparecida, Documento de Medellín, Documento de Santo Domingo, Documento de Puebla e o Diretório sobre piedade popular e liturgia, entre os vários documentos, livros e outras matérias mariológicas dos próprios assessores.

Congresso Mariológico (6) (640x480)Damos graças, a Deus em primeiro lugar e a Congregação que nos facilita e nos incentiva a cada vez mais aprofundarmos em nossa formação, como neste caso em nosso conhecimento e estudo sobre Maria a Mãe de Deus e nossa. Que o bom Deus as abençoe imensamente pela disposição de cada uma das irmãs em nos formar. Deo Gratias.

Noviças: Angra Motta da Silva, Diana Marcela Castro Castañeda, Goreth Batista Ferreira e Johanna Ortiz Zuñiga.

Congresso Mariológico (1) (640x480)

ROMARIA DA FAMÍLIA SCALABRINIANA CELEBRA VIDA, VOCAÇÃO E MISSÃO NO MUNDO DA MOBILIDADE HUMANA

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A II Romaria da Família Scalabriniana ao Santuário Nossa Senhora de Caravaggio foi marcada pela participação de muitas pessoas vindas de todo o estado do Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Viamão, Passo Fundo, Guaporé, Serafina Corrêa, Sarandi, Rondinha, Canoas, Bento Gonçalves, Casca, Anta Gorda, Nova Bassano, Encantado, São Domingos do Sul, Caxias do Sul, Farroupilha, entre outras.

DSC06090 (640x480)Os termômetros em Caravaggio, Farroupilha, RS, no dia 05 de junho, marcavam temperatura de 3 graus, mas a Via Sacra do Migrante aquecia o coração e trazia presente à realidade do mundo em mobilidade, dos milhares de migrantes e refugiados. Destaque para a via sacra foi o relato de dois migrantes: Verone Jean Sanis Salomão, migrante haitiano residente em Caxias do Sul e Carolina Loaiza Zubieta, refugiada colombiana, que hoje é integrante do Movimento Leigo Scalabriniano e reside em Serafina Corrêa. Dom Alessandro Ruffinoni, cs, Bispo da Diocese de Caxias do Sul, que participou da caminhada, abençoou a todos da família Scalabriniana (padres, irmãs, missionárias seculares e leigos scalabrinianos), os migrantes e refugiados e todos os presentes, relembrando a devoção mariana trazida pelos imigrantes italianos, sinal da fé católica.

Ao som do sino do Santuário Nossa Senhora de Caravaggio, Pe. Gilnei Fronza, reitor do Santuário motivou a passagem pela Porta Santa, convidando a todos para serem misericordiosos e acolhedores como o Pai. Em seguida aconteceu a récita do terço vocacional scalabriniano, a adoração ao Santíssimo e a santa missa. A celebração foi presidida por Dom Adilson Pedro Busin, cs, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre e concelebrada por Dom Alessandro Ruffinoni, cs, e mais de uma dezena de sacerdotes scalabrinianos.

A II Romaria da Família Scalabriniana foi celebrada em ação de graças à missão de estar junto aos migrantes, por todos os vocacionados e vocacionadas que desejam viver o carisma scalabriniano, pelo exemplo herdado dos bem-aventurados João Batista Scalabrini e Assunta Marchetti, pela 31ª Semana Nacional do Migrante, e recordando o  convite do Papa Francisco, no Ano da Misericórdia, que nos impele a abrir as portas do coração em acolher o diferente, ser pontes e não muros. Participaram da II Romaria aproximadamente 500 pessoas.

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Ir. Nyzelle Dondé e Pe. Alexandre Biolchi

Coordenação da Romaria

Participação de Encontro Litúrgico

“Tua Palavra é lâmpada para os meus pés Senhor.” (Sl 119,105)

 Entre os dias 27 e 29 de maio, nós noviças scalabrinianas, participamos do 18º Encontro Nacional de Canto Pastoral com Formação Litúrgica, na cidade de Aparecida-SP. Com a coordenação de Bonifácio dos Santos, os assessores foram a Irmã Idê Maria Cunha (FIC), Leandro Evaristo Ferreira, Renato Flamarion Silveira e Edmar Tassoni.

Com o foco voltado para os salmos e aclamações aprendemos também cantos para o Ano da Misericórdia, partes fixas da missa, refrãos orantes e músicas de Nossa Senhora entre outros cantos pastorais. Neste encontro fizemos memória histórica de algumas musicas compostas pelo Pe. José Candido da Silva, que completou neste ano 44 anos de compositor litúrgico. Algumas das músicas foram: Toda Bíblia é Comunicação, Mergulho na Água, Com muita Alegria e Bendito seja Deus Pai.

Refletimos a origem e a função ministerial dos salmos nas orações diárias, e celebrações. Com a ajuda da Irmã Idê Maria aprofundamos sobre qual é o lugar dos salmos na liturgia.

Para que possamos compreender os salmos e fazer deles a nossa oração precisamos entender o sentido e o contexto no qual cada um foi composto. Devemos também buscar perceber os salmos como a oração do próprio cristo que até em seus últimos momentos, na cruz, rezou “Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?” (Sl 22,2).

Para concluir o encontro participamos da celebração Eucarística no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no domingo 29 de maio. Agradecemos a Congregação por esta oportunidade a nós oferecida enriquecendo assim a nossa formação.

Noviças: Angra, Goreth, Johanna e Marcela.

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         Nos dias 15 e 16 de fevereiro estiveram reunidos em Naviraí-MS os membros da Equipe Scalabriniana de Animação Vocacional (ESAV)  com o objeto de avaliar e projetar a caminhada  vocacional da família Scalabriniana. Durante o encontro aconteceu à eleição da nova coordenação, assim constituída: Ir. Rosania Gomes da Silva, coordenadora, Ir. Nyzelle Juliana Dondé, secretária e Ir. Lairi Salvi, tesoureira.  Agradecemos a acolhida da Província Maria, Mãe dos Migrantes e rogamos a Nossa Senhora das Divinas Vocações que envie genuínas vocações para a messe.


“Ficai felizes Deus nos cuida” (Madre Assunta)

059Nos dias 31/10 a 01/11 as irmãs missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas da Província Nossa Senhora Aparecida encontraram-se em Jundiaí – SP para refletir sobre a vida consagrada Scalabriniana e o documento Alegrai-vos, estes temas foram desenvolvidos pelas irmãs Neuza Botelho dos Santos e Ir. Zenaide Martins de Oliveira, além de momentos de reflexão foi também de encontro e confraternização entre irmãs e formandas com apresentações culturais das postulantes e noviças, onde as mesmas puderam mostrar através da música e danças expressões culturais de seus países (Paraguai e Colômbia) outra temática que foi apresentada neste momento cultural foi à vocação e o seguimento expresso pelas músicas e coreografias.

Este tempo de encontro foi momento de graça para todas as irmãs e formandas que participaram e deram sua contribuição para que o mesmo se realizasse, pois foi um reencantamento por Jesus Cristo na vivência do carisma Scalabriniano, tendo muito presente a Exortação do Papa Francisco na sua carta apostólica as pessoas consagradas em ocasião do ano da vida consagrada que nos pede para “Olhar com gratidão o passado, viver com paixão o presente e abraçar com esperança o futuro”.

Para nós noviças este encontro foi oportuno, pois tivemos a chance de estarmos integrando mais com as irmãs e formandas fazendo essa experiência de comunhão fraterna e partilha de dons.

Agradecemos a equipe organizadora deste encontro, e a província por nos proporcionar este momento de celebração da vida religiosa, e em especial da vida consagrada Scalabriniana, e também por celebrar em ação de graças um ano da Beatificação de Madre Assunta Marchetti, e os 120 anos da fundação da Congregação.

 

Noviças: Liz Aguero, Nidia Castro, Vitorinha Albuquerque e Zulema Nuñez.

BOTE FÉ

novembre 9th, 2015

silvana            O Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre, foi palco de um dos maiores encontros de jovens católicos do Rio Grande do Sul no domingo (1º de novembro), o show Bote Fé RS. O evento marcou a celebração das ações iniciadas a partir da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que ocorreu no Rio de Janeiro em 2013, quando o Papa Francisco convocou os jovens a serem missionários e a botar fé em suas ações. Um dos momentos mais marcantes do show foi a entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida, carregada por jovens representantes de cada uma das 18 Arqui/Dioceses do Estado.

            Cerca de 15 mil pessoas vindas de todas as regiões do Estado chegaram à Capital por volta do meio-dia na Usina do Gasômetro, de onde saíram numa caminhada pela paz em direção ao local onde seria realizado o show Bote Fé.  Os peregrinos chegaram trazendo alimentos e artigos de higiene para serem entregues à Pastoral da Mobilidade Humana, instituição católica que se dedica à acolhida e cuidado com as pessoas que chegam de outros países. O ato também foi um convite para reflexões sobre a promoção da paz.

Ao longo de toda tarde e até à noite, ocorreram shows de bandas regionais escolhidas por voto popular para tocar na festa, e uma retrospectiva com as apresentações das bandas que tocaram na edição de 2012 do Bote Fé, que ocorreu em Santa Maria. Uma das atrações mais esperadas foi o show da Banda Nacional Anjos de Resgate, que animou o público no show de encerramento da festa.

Além das apresentações musicais, ocorreram muitos momentos de demonstração de fé e testemunhos de experiências, como a entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida no lançamento do Projeto Rota 300, e o relato de jovens que participaram da Semana Missionária, em Porto Alegre.  Escrito por Daiane Madruga

Nós Irmãs e formandas Scalabrinianas marcamos presença neste evento através da banca dos carismas. Levamos nossa alegria de fazer parte desta linda família.

 

 

 

 

Seguir Jesus Cristo em Pobreza

novembre 2nd, 2015

                  IV Novinter Vale do Paraíba do dia 27, 28, 29 de Outubro.

                                   Seguir Jesus Cristo em Pobreza.

“ Feliz os pobres no espírito, porque deles é o Reino dos Céus” ( Mt 5,3).

1 (200)Durantes estes dias estudamos sobre o voto de pobreza que foi colocado em VII pontos.

I – Destruição de nossas representações da pobreza como via de acesso a pobreza essencial que é riqueza do homem e de Deus.

II – A pobreza essencial como riqueza dos mistérios do homem.

III – A riqueza pobre do pobre no deserto.

IV – Jesus Cristo a riqueza que se fez pobre e a pobreza que se fez riqueza.

V – Ressonância da pobreza essencial no peso do cotidiano.

VI – Pobreza essencial e institucionalização da Pobreza.

Numa primeira abordagem, refletimos sobre as duas proposições seguintes:

# Não ter nem possuir não significa ainda pobreza.

# Ter e possuir não significa ainda riqueza.

Comumente estamos habituados a compreender a pobreza conscientemente aos bens materiais por exemplo. Um índio não é considerado pobre por não usar calça e camisa, tais coisas não cabem dentro do seu sistema econômico. Numa sociedade como a de Jesus onde possuir dois mantos é símbolo de riqueza, trazer um só é fazer-se pobre, o mundo nos mostra que ninguém pode viver sem o ter no sentido econômico e de possuir bens ou coisas.

Porem não é o ter ou não ter que faz alguém pobre, mas o modo como alguém está no ter, por isso não ter nem possuir não significa ainda pobreza. E nem ter nem possuir ainda não significa riqueza, Pois a riqueza que se auto finaliza em pobreza porque a invés de fazer o homem solidário o faz solitário.

Na pessoa de Jesus Cristo vimos que Ele sendo rico se fez pobre por tanto no evangelho de São João nos mostra que Ele é apresentado como o enviado e o Filho por excelência. Não prega a si mesmo senão ao Pai, o Reino não é seu, mas é de Deus.

Ele viveu a historia da dor, da pobreza, da humilhação e da morte esvaziou-se, fez-se presépio, carpinteiro, lava pés, cruz, pobreza sem êxtase, pobreza como fatalidade. Então não somos nós que possuímos a pobreza, mas a pobreza evangélica é que nos possui.

Portanto chegamos à conclusão que a pobreza não a conseguimos a partir das nossas forças, ninguém construi o oxigênio, nós o recebemos. Respirar e educar-se para respirar é o nosso trabalho, nós já somos pobres, não somos nada.

O voto da pobreza na vida consagrada mexe a fundo como fundamental e poderosa necessidade de posse que existe dentro de cada um de nós, a pobreza evangélica não é só para o religioso, mas também para todos os cristãos, portanto a pobreza consiste em ser todo coração de acolhida, Jesus de Nazaré é aquele que viveu em plenitude essa pobreza.

Nossa gratidão a Congregação por esta oportunidade de poder participar mais uma vez desta formação que nos ajudará na vivencia dos votos evangélicos.

Noviças: Liz, Nidia, Vitorinha e Zulema

 

 

“A experiência do passado nos impulsiona a começarmos de novo”

(Madre Assunta)

         038   Irmãs e noviças na tarde do dia 30 tiveram um momento de convivência e partilha com as irmãs do Instituto São Carlos, Jundiaí SP, no qual cada uma das irmãs e noviças partilharam suas experiências de vida e missões; depois nós noviças apresentamos o teatro sobre o voto de pobreza vivida pelo nosso patrono São Carlos, nosso fundador João Batista Scalabrini e cofundadores Pe. José Marchetti e Madre Assunta Marchetti e algumas outras apresentações.

Para nós noviças foi um momento privilegiado de estarmos juntas de tantas irmãs e de termos a oportunidade de escutá-las quanto já doaram as suas vidas a serviço da congregação MSCS, por amor ao Reino de Deus. Esta experiência nos motiva cada vez mais de dizer Sim ao chamado de Deus em nossas vidas, e a exemplo delas não tenhamos medo de entregar nossas vidas nas mãos de Deus e seguir diante das dificuldades apresentadas na nossa missão.

Agradecemos a congregação e as irmãs pela acolhida fraterna que nos brindaram, por tanto pedimos a intercessão e proteção de Nossa Mãe Aparecida sobre cada uma delas.

Noviças: Liz, Nidia, Vitorinha e Zulema.